Se a curiosidade matou o gato, imagina o homem...


Dentre alguns projetos de quadrinho que tenho desenvolvido venho trabalhando nesse atualmente, 'A Menina Sem Rosto'... diria que é um 'quase' terror, não totalmente, mas também não deixa de causar uma sensação horripilante no fim (rs).
Essa hq eu já havia feito há um tempo, porem, resolvi refazer atualizando algumas coisas, acrescentando mais páginas e mudando o estilo de traço. Gosto de fazer isso as vezes, revisitar alguns dos meus trabalhos antigos lançando novo olhar dentro da experiência adquirida, creio que procurar melhorar sempre nos abre portas para novas possibilidades e sendo um quadrinho curto fica mais fácil de refazer.

Segue a página 1 da versão anterior e a nova, inclusive a anterior fechava em duas páginas, essa nova terá umas cinco.




 

Não curto futebol, mas...


As vezes sonho com algumas ideias, isso é interessante, mas normalmente sonhos não são lineares, precisa organizar a parada se quiser transformar em alguma coisa, um quadrinho por exemplo...foi assim com Bola Perdida, sonhei e acordei escrevendo antes de esquecer, peguei os principais pontos, preenchi as lacunas pra dar um roteiro e nasceu esse quadrinho, 8 páginas que consegui publicar numa coletânea junto a outros artistas.

Aqui tem as 4 primeiras páginas, mas é possível ler completo na plataforma Fliptru. Vou deixar o link aqui, mas tem na lateral da página também no 'Leia mais'.


Aliás, da pra conhecer outras histórias minhas que estão publicadas nesse site, tudo de forma gratuita.😀





 

Arte final

Essas são algumas das ferramentas que uso pra fazer a arte final dos meus quadrinhos, gosto exclusivamente de materiais tradicionais, mas ultimamente venho usando mais a minha tablet, ou seja, arte digital que por muito tempo torci o nariz e até hoje não curto muito, apesar de acompanhar vários artistas nas redes sociais que produzem seus trabalhos unicamente no pc, inclusive emulando materiais tradicionais. Já fiz alguns projetos 100% no digital pra experimentar, até que sai algumas coisas interessantes, no fim acho que acaba sendo só mais uma possibilidade a ser explorada.


 

O nome grego do Hércules

Alcides, O Valente... a ideia era criar um personagem simples, de traço fácil pra
eu poder produzir rápido e em maior volume, algo meio Capitão Cueca e o Homem Cão do Dav Pilkey, ambas tem um estilo bem simples, imagino que seja mais rápido de produzir. As vezes uma das demoras envolvidas numa produção de quadrinho é o estilo de traço, nível de acabamento e riqueza de detalhes, claro que isso varia de artista pra artista. Vejo algumas obras e imagino que cada página deve ter levado um mês pra ficar pronta (rs), muito "anatômica", personagens realistas, pintura cheia de volume, luz, sombra e tal...

Fazer quadrinhos por si só já toma bastante tempo independente de ser cheio de detalhardes ou não (inclusive o traço pode ser simples, mas cheio de detalhes, assunto pra outro bate papo), escrever uma história pode até não ser difícil, difícil mesmo é saber se o público vai comprar a sua ideia, mas só se sabe tentando, então bora produzir, botar as ideias no papel e mostrar para o mundo ;)

Ah, esqueci de falar, é super prazeroso também.


 

Caderno de desenho ou sketchbook?

Um inseparável companheiro do artista, o caderno de ideias ou diário visual pra quem preferir, outros chamam de sketchbook, caderno de desenho, não importa, o importante é registrar as ideias porque elas vem e vão, e sabemos que a memória não é muito confiável. Manter o habito de rabiscar sempre, tirar as ideais da cabeça, experimentar, fazer estudos, exercícios, desenhar de forma despretensiosa, enfim, faz muito bem e rende bons frutos visuais. Com o tempo é legal revisitar esses cadernos e ver o que você registrou na época, costumo colocar o ano logo na contra capa, outros preferem por a data completa, de qualquer modo é bom saber quando iniciou os desenhos nele.


 Esse tem 13x21cm, creio que o papel seja de 90gm tipo um pólen, aquele amarelinho... Na verdade é um caderno reciclado, achei ele de bobeira, estavam rabiscadas de caneta algumas páginas, arranquei-as e pintei a capa, pronto, tinha em mãos um caderninho pra se juntar a tantos outros que tenho. Completei ele á poucos dias, então, vamos para o próximo, aliás, tenho estudado a possibilidade de fazer os meus próprios cadernos de desenho com aquele lance de encadernação artesanal.

Rascunhos, e...

 Dentro dos meus cadernos de esboço ou sketchbook (o nome chique, rs) tenho algumas histórias em quadrinhos rascunhadas, as vezes só a primeira página ou o layout delas, enfim. Pra organizar melhor as ideias preferi comprar um caderno de desenho só pra isso, só para explorar as possíveis formas de se fazer quadrinhos, assim fica mais fácil de achar o material quando precisar. Venho usando ele também pra desenvolver conceitos de personagens que vão aparecer nas histórias e as vezes até os cenários (to pensando em usar pra testar estilos de arte final também). Tenho aqui algumas dessas páginas rabiscadas com a ideia de duas histórias... vamos ver no que vai dar.

Obs.: Essas ainda usei um dos cadernos mais aleatórias onde desenho de tudo, mas o caderno que uso específico para desenvolver as hqs  já tem umas cenas esboçadas de outras histórias que estão em processo de gestação.






Um poema de gato


É legal brincar com rimas... um exercício de jogo de palavras para aquecer a escrita ou tornar essa a escrita. Assim como nos quadrinhos na poesia já se falou de tudo, temas diversos, de amor a terror, de sonhos a dor. Teve uma época em que eu gostava muito de escrever versos, isso rendeu um livreto com vinte deles, acabei juntando uma grana e lançando de forma independente e 'amadoresca', o ano era 2016, imprimi uns 500 exemplares (rs) me rendendo pouca ou quase nenhuma repercussão e um umas caixas ocupando espaço tomando poeira, no fim das contas serviu pra presentear alguns amigos, mas a experiência me motivou a continuar criando e vendo que era possível tornar tinta e palavras em algo palpável. 

Bem  provável que cedo ou tarde eu revisite esse compilado de versos e relance o projeto "Versos Ilustrados", mas agora com um novo olhar e amadurecimento ao longo do percurso.


 

Arrume o telhado antes das chuvas

 Um exercício interessante que gosto de praticar é pegar cenas do cotidiano e desenvolver um quadrinho sobre aquilo, mas sempre acrescentando pitadas de ficção, fantasia... deixar um pouco mais interessante a narrativa. Quase toda casa tem "Goteira", é raro um telhando que não dê esse problema e muitas pessoas deixam pra fazer uma manutenção só quando começam as chuvas, aqui em casa não é diferente (rs). Trabalhei com nanquim, pincel e técnica aguada.



Quando um 'Cheiro' vira terror

Minha primeira HQ de terror. Essa história foi concebida após um fato que ocorreu comigo, aproveitei a ideia acrescentando uma pitada de fantasia e horror, assim nasceu "O CHEIRO", quadrinho curto de oito páginas feito com tinta guache, papel e sangue (rs). Gosto de trabalhar com matériais tradicionais, são minha primeira escolha na hora de produzir um desenho/pintura, mas vez ou outra me arrisco no digital pra experimentar outros acabamentos, aliás, experimentar é uma coisa que curto muito na arte, são tantas as possibilidades de materiais e técnicas.