O fim é sem glamour

Esse é o último do ano... como disse anteriormente, ficaram vários rascunhos prontos pra finalizar no próximo ano, essa página é um deles. Durante esse ano de 2025 eu tinha a intenção de produzir mais quadrinhos, iniciei o ano com essa expectativa, qaudrinhos curtos (one shots) de uma, duas, no máximo dez páginas, explorar bastante as ferramentas técnicas da narrativa gráfica as muitas formas de poder contar uma história, porem, o tempo foi passando, outras coisas foram vindo, as necessidades financeiras, fechar trabalhos, enfim... esse ano foi pouco rentável, a ponto de estar cogitando buscar uma outra fonte de sobrevivência financeira além da arte, que nesse caso ficaria como projeto pessoal e não mais profissional, mas isso é assunto prum outro momento, além do mais, estou em fase de reflexão sobre tal questão. 

Um ano parco de trabalhos me deu a chance e tempo de desenhar bastante (não que já não o faça naturalmente, rs, mas enfim) e mesmo não produzindo tudo de quadrinhos que eu gostaria, pude escrever muitas histórias, deixar anotadas algumas ideias, enredos, argumentos, sem contar o que ficou "rascunhado".

Então sigamos, deu pra fazer o que foi possível dentro das condições apresentadas, a criatividade como aliada sempre me ajudou a sair de muitas situações imprevisíveis e desconfortáveis, creio que seja assim a vida de um artista que busca viver dos seus desenhos, um caminho tortuoso, solitário e nada glamoroso, porem, cheio de liberdade e cada dia daria uma história. Por um 2026 repleto de Deus e muita criatividade, é o que desejo aos amigos artistas e todos que de alguma forma seja com um lápis ou com uma pá na mão estão tentando chegar lá.

One shot de uma página, talvez vai se chamar Chuva. 


Antes que o ano acabe

Esse ano gostaria de ter produzido mais quadrinhos (promessa do ano passado, as famigeradas promessas de virada de ano, rsrs), porém, consegui deixar muito esboço pronto e ideias pro próximo ano, então, terei bastante trabalho nesse sentido.

O livro A Metamorfose do Franz Kafka foi um uma daquelas obras que me inspirou e ficou registrada na memória como algo que em algum momento da minha carreira eu iria revisitar pra bolar alguma coisa, uma releitura, uma adaptação em quadrinhos, enfim... Tive a chance de conhecer A Metamorfose pela adaptação do quadrinista/cartunista Peter Kuper (que aqui no Brasil saiu pela Editora Conrad), ainda na minha adolescência meu irmão mais novo chegou com essa edição em quadrinhos aqui emprestada da biblioteca, e pude me deleitar não só com a arte estilo 'impressionismo alemão', mas com a história. Mesmo sendo uma adaptação, estava lá impressa toda a essência do pobre caixeiro viajante Gregor Samsa que trabalha ininterruptamente, até seu 'trágico fim'.
Passado bom tempo, encontrei uma versão de bolso do livro numa banca de revista, logo lembrei do quadrinho que havia lido há alguns anos, a edição tinha uma capinha vermelha com a foto do autor na capa (Editora L&PM), nem pensei, lancei mão e comprei imediatamente, li, emprestei e perdi, a colega que pegou nunca devolveu, ou gostou demais e ficou pra ela, ou simplesmente nem leu, jogou num canto e sumiu, bem... salta mais um tempo, esse ano li uma versão em mangá da obra (coincisdência ou não, da mesma editora do livro, L&PM) onde o autor lança um olhar um pouco diferente, diria que 'amplia' a história, achei interessante. Pra fechar, fiz parte por 5 anos de uma instituição de arte com o nome Metamorfose, ou seja, esse título tem permeado minha vida de certo modo. 
Sendo assim, lá em meados de 2017 fiz meu primeiro quadrinho inspirado na Metamorfose, chamei de "O Barata Atômica", cheguei até imprimir alguns volumes. Basicamente era a história de uma barata que acordava como super herói combatendo o crime, mas depois da aventura vivida acorda em uma sessão de terapia e o terapeuta aparentemente é o Kafka (uma brincadeira que coloquei na época só pra associar a obra ao autor). Essa primeira tentativa de criar um quadrinho inspirado na obra lembra um pouco o conto do Sábio Chinês (popularizado por Raul Seixas na letra da sua música inspirada na parábola de Chuang Tzu e a borboleta, o filósofo taoísta chinês). A premissa parecia interessante, mas creio que o desenvolvimento não tenha ficado legal,  mas agora passado todo esse tempo refiz o quadrinho aproveitando alguns elementos do anterior, porem dando um enredo mais visceral, mais "cotidiano' e com certo nível de crítica social.

Quem sabe um dia eu refaça a primeira versão...

Esses são alguns esboços desse projeto que pretendo finalizar em 2026, Cotidiano Kafka. 






 Segue imagens das capas das leituras que citei.





Registre suas ideias, senão...

Não tinha o hábito, mas de uns tempos pra cá comecei a fazer... 

O tempo passa e é natural não termos mais aqueeeela memoria de outrora, e pra você que tem uma rotina criativa e está sempre buscando ideias, consumindo mídias diversas de olho em referências, naquilo que possa te inspirar e virar alguma coisa nas suas mãos é interessante manter por perto um caderninho para registar suas lâmpadas quando essas surgirem sobre sua cabeça. 

'Nesse caderno está contido o conhecimento do mundo inteiro.' hahaha!!! brincadeira, ao menos do meu mundo de criação está, gosto de usar essa frase para os livros, que nos livros está contido o conhecimento do mundo inteiro, mas enfim, o assunto é outro. 

Registro aqui muitas coisas, entre elas, nomes de artistas pra pesquisar depois, ideias de histórias que talvez virem quadrinho/livro, alguns argumentos ou histórias inteiras, informações sobre técnicas artísticas e até alguns versos e reflexões sobre determinado assunto. Ele se tornou um companheiro, sem contar que escrevendo à mão continuo exercitando o essencial e saio do digitar.

Se a ideia surge e não o tenho por perto, lanço mão de qualquer pedaço de papel ou um post it, que no fim vai parar no caderninho...


 

Você tem medo de barata?

Entre 2017 e 2018 tive a chance de imprimir algumas das minhas histórias em quadrinhos, umas 5 no total, entre elas o Barata Atômica... fiz tudo de forma independente bancando por conta própria, no máximo tive a ajuda de um amigo designer que colaborou com a "diagramação" e fechamento dos arquivos para enviar pra gráfica, enfim. Hoje lançando um olhar crítico sobre essa e outras obras que produzi nesse período vejo que ficou bem amador, confesso que alimentei mais a vontade de ver minhas revistas impressas do que de fato me preocupar com a qualidade das histórias e até mesmo do acabamento. 

Essa história por exemplo, é cheia de pontas soltas, algumas coisas não fazerem muito sentido dentro da narrativa, e outro detalhe, não existe a parte 2, na verdade existe, seriam alguns extras da produção, mas ao imprimir  precisei cortar custos retirando algumas páginas, continuando... por outro lado pude aprender bastante, fiz do meu jeito e como queria (na época), foi um laboratório, serviu como um exercício criativo. Lembro que eu tinha só uma premissa do enredo, o resto saiu de improviso enquanto ia desenhando as páginas, aliás, uma técnica bem interessante que alguns quadrinistas usam (Akira Toriyama criador de Dragon Ball certa vez relatou que elaborava suas histórias +ou- assim), mas no meu caso foi falta de planejar um roteiro com mais cuidado, falta de experiência, enfim.




Nessa época fiquei bem eufórico, depois que chegaram as caixas logo me organizei pra participar de feiras de quadrinhos aqui onde moro (Brasília), e de fato participei de algumas, mas sem muito sucesso de conseguir popularizar minhas histórias e personagens, vendas? não vou nem comentar, rs... 

Muito entusiasmo pouco planejamento, receita perfeita para um projeto naufragar, eu só queira estar nesses lugares mostrando minhas histórias, não importando o quão ruim poderiam ser.😅

Claro, no fim das contas gastei grana e até hoje tenho algumas caixas  do que sobrou, ocupando espaço, consegui me livrar de alguns exemplares doando para bibliotecas ou presenteando conhecidos, mas ainda restaram uns por aqui.

'Qualquer coisa que queremos nos tornar no mínimo razoáveis, esse tipo de coisa, é só fazendo e refazendo mesmo pra pegar o jeito... o primeiro pode sair ruim, o segundo pior, mas persistindo, lá pelas tantas você começa a achar o caminho.' (Conselho pra mim mesmo 😁).

Desfecho... hoje depois de uns 8 anos desse episódio continuo produzindo quadrinhos, passei a elaborar melhor as ideias, com mais calma, buscar referências, acompanhar o processo de outros quadrinistas que admiro o trabalho, ler mais sobre narrativa gráfica, resumindo, estudar essa mídia. 

Fiquei um tempinho sem produzir nada de quadrinhos, só me dedicando as ilustrações e outros projetos, mas em 2020 elaborei uma nova história, O Cheiro, um quadrinho de terror, 8 páginas (tá disponível aqui para leitura), e gostei do resultado, peguei um fato que havia ocorrido comigo e adicionei pitadas de horror e suspense, dessa vez publiquei só online, nada de impressão (é caro e chega de caixas, rs!). Acho que encontrei uma abordagem interessante para fazer meus quadrinhos, pegar fatos do cotidiano e 'temperar' com pitadas de gêneros como ficção e fantasia, pronto, desde então tenho feito assim (não sempre), quadrinhos curtos inspirados em acontecimentos do dia a dia, inclusive, alguns acontecimentos já tem cara de 'história', então não é muito difícil. Passei a observar mais as pessoas, conversar, ouvir suas experiências, observar a nossa volta, soma-se a isso tudo o que consumimos culturalmente e com o tempo temos um repertório inesgotável de ideias para histórias.

Nos últimos tempos tenho revisitado alguns dos meus quadrinhos antigos com o interesse de refazê-los, aproveitando alguns conceitos que achei interessante e trabalhando melhor a ideia, nada é perdido dentro do universo criativo. O Barata Atômica é um deles, venho retrabalhando nele nesse momento.

Alguns esboços.👇😄


Obs.: O nome também vai mudar, será Cotidiano Kafka, a ideia principal do quadrinho é baseada na obra 'A Metamorfose' do escritor Franz Kafka. O personagem 'Barata Atômica' faz uma aparição nessa nova versão, porém, como um lutador de luta livre que o protagonista é fã, quem sabe um dia eu faça um pin-off dele.

 

Praticamente um Hiato

Entre trabalhos e projetos pessoais (além de outras coisinhas), tenho dado um tempo nas postagens do blog, enfim, isso significa que estou ficando cada vez menos em redes sociais e vivendo a vida real sem filtros ou retoques... Depois que se cria algo, manter alimentado esse "algo" pode se tornar tarefa difícil e acaba por nos engolir se a atenção se deixar roubar completamente... tenho preferido ficar produzindo, fazendo mais e mostrando menos. O universo digital nos exaure, toma nosso tempo e quando menos percebemos não fizemos nada, passaram-se dias, semanas e até anos e ficou-se apenas perambulando por feeds infinitos e pobres de qualquer conteúdo que seja, um monstro insaciável afoito pela nossa atenção devorando o prazer de simplesmente se desligar de toda essa poluição devoradora de mentes.

Mas... fica aí uma tirinha do natal de 2024 só pra não criar mofo no Blog, além do mais, exigiu tempo e energia da minha vida e não o fiz por acaso, fiz para manter um diário digital da minha produção de histórias em quadrinhos, que não é só o que eu faço, mas o que quero registrar por aqui. :)

Até uma próxima!



 

Se a curiosidade matou o gato, imagina o homem...


Dentre alguns projetos de quadrinho que tenho desenvolvido venho trabalhando nesse atualmente, 'A Menina Sem Rosto'... diria que é um 'quase' terror, não totalmente, mas também não deixa de causar uma sensação horripilante no fim (rs).
Essa hq eu já havia feito há um tempo, porem, resolvi refazer atualizando algumas coisas, acrescentando mais páginas e mudando o estilo de traço. Gosto de fazer isso as vezes, revisitar alguns dos meus trabalhos antigos lançando novo olhar dentro da experiência adquirida, creio que procurar melhorar sempre nos abre portas para novas possibilidades e sendo um quadrinho curto fica mais fácil de refazer.

Segue a página 1 da versão anterior e a nova, inclusive a anterior fechava em duas páginas, essa nova terá umas cinco.




 

Não curto futebol, mas...


As vezes sonho com algumas ideias, isso é interessante, mas normalmente sonhos não são lineares, precisa organizar a parada se quiser transformar em alguma coisa, um quadrinho por exemplo...foi assim com Bola Perdida, sonhei e acordei escrevendo antes de esquecer, peguei os principais pontos, preenchi as lacunas pra dar um roteiro e nasceu esse quadrinho, 8 páginas que consegui publicar numa coletânea junto a outros artistas.

Aqui tem as 4 primeiras páginas, mas é possível ler completo na plataforma Fliptru. Vou deixar o link aqui, mas tem na lateral da página também no 'Leia mais'.


Aliás, da pra conhecer outras histórias minhas que estão publicadas nesse site, tudo de forma gratuita.😀





 

Arte final

Essas são algumas das ferramentas que uso pra fazer a arte final dos meus quadrinhos, gosto exclusivamente de materiais tradicionais, mas ultimamente venho usando mais a minha tablet, ou seja, arte digital que por muito tempo torci o nariz e até hoje não curto muito, apesar de acompanhar vários artistas nas redes sociais que produzem seus trabalhos unicamente no pc, inclusive emulando materiais tradicionais. Já fiz alguns projetos 100% no digital pra experimentar, até que sai algumas coisas interessantes, no fim acho que acaba sendo só mais uma possibilidade a ser explorada.


 

O nome grego do Hércules

Alcides, O Valente... a ideia era criar um personagem simples, de traço fácil pra
eu poder produzir rápido e em maior volume, algo meio Capitão Cueca e o Homem Cão do Dav Pilkey, ambas tem um estilo bem simples, imagino que seja mais rápido de produzir. As vezes uma das demoras envolvidas numa produção de quadrinho é o estilo de traço, nível de acabamento e riqueza de detalhes, claro que isso varia de artista pra artista. Vejo algumas obras e imagino que cada página deve ter levado um mês pra ficar pronta (rs), muito "anatômica", personagens realistas, pintura cheia de volume, luz, sombra e tal...

Fazer quadrinhos por si só já toma bastante tempo independente de ser cheio de detalhardes ou não (inclusive o traço pode ser simples, mas cheio de detalhes, assunto pra outro bate papo), escrever uma história pode até não ser difícil, difícil mesmo é saber se o público vai comprar a sua ideia, mas só se sabe tentando, então bora produzir, botar as ideias no papel e mostrar para o mundo ;)

Ah, esqueci de falar, é super prazeroso também.


 

Caderno de desenho ou sketchbook?

Um inseparável companheiro do artista, o caderno de ideias ou diário visual pra quem preferir, outros chamam de sketchbook, caderno de desenho, não importa, o importante é registrar as ideias porque elas vem e vão, e sabemos que a memória não é muito confiável. Manter o habito de rabiscar sempre, tirar as ideais da cabeça, experimentar, fazer estudos, exercícios, desenhar de forma despretensiosa, enfim, faz muito bem e rende bons frutos visuais. Com o tempo é legal revisitar esses cadernos e ver o que você registrou na época, costumo colocar o ano logo na contra capa, outros preferem por a data completa, de qualquer modo é bom saber quando iniciou os desenhos nele.


 Esse tem 13x21cm, creio que o papel seja de 90gm tipo um pólen, aquele amarelinho... Na verdade é um caderno reciclado, achei ele de bobeira, estavam rabiscadas de caneta algumas páginas, arranquei-as e pintei a capa, pronto, tinha em mãos um caderninho pra se juntar a tantos outros que tenho. Completei ele á poucos dias, então, vamos para o próximo, aliás, tenho estudado a possibilidade de fazer os meus próprios cadernos de desenho com aquele lance de encadernação artesanal.

Rascunhos, e...

 Dentro dos meus cadernos de esboço ou sketchbook (o nome chique, rs) tenho algumas histórias em quadrinhos rascunhadas, as vezes só a primeira página ou o layout delas, enfim. Pra organizar melhor as ideias preferi comprar um caderno de desenho só pra isso, só para explorar as possíveis formas de se fazer quadrinhos, assim fica mais fácil de achar o material quando precisar. Venho usando ele também pra desenvolver conceitos de personagens que vão aparecer nas histórias e as vezes até os cenários (to pensando em usar pra testar estilos de arte final também). Tenho aqui algumas dessas páginas rabiscadas com a ideia de duas histórias... vamos ver no que vai dar.

Obs.: Essas ainda usei um dos cadernos mais aleatórias onde desenho de tudo, mas o caderno que uso específico para desenvolver as hqs  já tem umas cenas esboçadas de outras histórias que estão em processo de gestação.






Um poema de gato


É legal brincar com rimas... um exercício de jogo de palavras para aquecer a escrita ou tornar essa a escrita. Assim como nos quadrinhos na poesia já se falou de tudo, temas diversos, de amor a terror, de sonhos a dor. Teve uma época em que eu gostava muito de escrever versos, isso rendeu um livreto com vinte deles, acabei juntando uma grana e lançando de forma independente e 'amadoresca', o ano era 2016, imprimi uns 500 exemplares (rs) me rendendo pouca ou quase nenhuma repercussão e um umas caixas ocupando espaço tomando poeira, no fim das contas serviu pra presentear alguns amigos, mas a experiência me motivou a continuar criando e vendo que era possível tornar tinta e palavras em algo palpável. 

Bem  provável que cedo ou tarde eu revisite esse compilado de versos e relance o projeto "Versos Ilustrados", mas agora com um novo olhar e amadurecimento ao longo do percurso.


 

Arrume o telhado antes das chuvas

 Um exercício interessante que gosto de praticar é pegar cenas do cotidiano e desenvolver um quadrinho sobre aquilo, mas sempre acrescentando pitadas de ficção, fantasia... deixar um pouco mais interessante a narrativa. Quase toda casa tem "Goteira", é raro um telhando que não dê esse problema e muitas pessoas deixam pra fazer uma manutenção só quando começam as chuvas, aqui em casa não é diferente (rs). Trabalhei com nanquim, pincel e técnica aguada.



Quando um 'Cheiro' vira terror

Minha primeira HQ de terror. Essa história foi concebida após um fato que ocorreu comigo, aproveitei a ideia acrescentando uma pitada de fantasia e horror, assim nasceu "O CHEIRO", quadrinho curto de oito páginas feito com tinta guache, papel e sangue (rs). Gosto de trabalhar com matériais tradicionais, são minha primeira escolha na hora de produzir um desenho/pintura, mas vez ou outra me arrisco no digital pra experimentar outros acabamentos, aliás, experimentar é uma coisa que curto muito na arte, são tantas as possibilidades de materiais e técnicas.